Puramente Rock and Roll

•17/janeiro/2012 • 1 Comentário

Federal Drink’s é uma banda de Marau/RS, retornando aos palcos no bom estilo pure rock ‘n’ roll. Acredito que todos aqueles que seguem este estilo de vida conhecem a tríade do rock, seguida à risca pelos guris. Pode ser clichê, mas é a verdade.
Vamos às músicas que estão no single deles:
Federal Drink’s
Ótima música para a abertura de um disco. É como o prefácio de um livro. De cara, diz a que veio e já explica o nome da banda àqueles que não estão familiarizados com a gíria. Um convite para queimar a garganta ao som de um rock and roll à moda antiga.
Menina malandra
Preciso confessar que, na introdução, me lembrou muito “Menina Linda”, uma versão de Beatles do Renato e seus Blue Caps. Mas, logo em seguida, deixa de ser meiga como um broto legal, para tornar-se a garota de atitude dos dias atuais.
Foi o sábio quem falou
Baladinha que fala boas verdades sobre nossa existência. Fatos que só alguém de cabeça “aberta” é capaz de compreender.
Lobomelo
Pelo que ouvi, é a preferida de todo mundo. Não é de se espantar. Mais uma vez, letra que fala o que a galera gostaria de expressar. Sem contar o refrão, engraçadinho num primeiro momento, mas que faz todo sentido quando se presta atenção.
Eu não sei não
Discordando de todo mundo (será?), esta é a minha preferida. Do tipo que gruda na cabeça e, se acordar cantarolando, é certo que passará o dia com vontade de dançar. Diz o que eu sempre digo… ah, não dá pra explicar esse troço.
Entre a terra e o céu
Me lembrou outra banda gaúcha pouco (ou quase nada) conhecida, que prefiro não citar o nome. Mas, sem desviar do padrão de minhas opiniões, esta quase me fez crer que os guris são uns malucos que só pensam em tomar tragos federias. Uma graça.
Velha Estrada
Música de agricultor. Ou quase isso. Garanto que você vai se identificar com ela. Sem mais.
Mago Ancestral
Um banquinho, um violão e o mago da sociedade alternativa. Companheiros e companheiras.

Sem apologias, esses guris fazem o tipo de som que eu gosto de ouvir, de verdade. Daquele que faz meu coração bater junto com os acordes do baixo.

Do que você quer lembrar?

•19/abril/2011 • 2 Comentários

Não demora muito e você vai estar velho.
Quando se der conta, vai lembrar dos momentos felizes de sua vida. Das peraltices da infância, das festas, das bebedeiras com os amigos, das namoradas, dos filhos que teve, das festas em família.
Enfim, tudo aquilo que fez você ser quem é e te levou até onde você está.
Não demora muito e você vai estar velho.
Quando se der conta, vai perceber que não está no seu lugar. Está longe dos amigos, das ex-namoradas, dos filhos, da família.
Enfim, de tudo aquilo que faria de você uma pessoa melhor, que levaria você para um lugar melhor.
Não demora muito e você vai estar velho.
Quando se der conta, vai se arrepender do que NÃO fez.

… ainda há tempo.

Quem sou eu, afinal?

•21/março/2011 • 2 Comentários

É a pergunta que a humanidade sempre tentou responder. Porém, poucos conseguiram chegar a uma conclusão.

Entretanto, para mim, isso sempre foi claro. Pelo menos desde que entendo que o mundo é mundo e que existem muito mais coisas além do que nossa vã filosofia pode imaginar.

Vamos aos fatos:

Para os que acreditam nos astros, sou virginiana;

Para os que julgam pelas profissões, estudo jornalismo;

Para os que pensam musicalmente, curto rock;

Para os que valorizam as raízes, sou descendente de alemães;

Para os que amam a família, sou filha única;

Para os nostálgicos, prefiro o antigo e ultrapassado do que o pop.

Então, destes poucos itens citados, imagine as piores carcterísticas que podem ser reunidas em um único ser. Ex.: Chata, perfeccionista, teimosa, pensa que é dona do mundo, não muda de opinião com facilidade, tem certeza que seus gostos são melhores do que os de outros, individualista, egoísta etc.

 

Ainda me ama?

Confissão I

•16/fevereiro/2011 • 2 Comentários

Para Fran, eternamente Fran


Estive pensando…

É engraçado como nós somos tolos, todos nós. Consegue perceber que quando nos apaixonamos por alguém, mal conhecemos a pessoa? Muitas vezes, sequer sabemos o nome. Vemos um rosto, observamos uma atitude. E isso nos basta. É o suficiente para nos entregarmos ao desconhecido. É o desconhecido que nos move. Que nos faz acreditar que o impossível é fácil de alcansar. Afinal, o amor verdadeiro e sincero é algo realmente impossível, acredito eu.

Pronto. Se apaixonar pelo obscuro é simples, é questão de um olhar e/ou de uma palavra. Porém, nós, seres humanos, não nos contentamos com o amor puro e simples. Queremos sempre ir além. O que nos atrai é a descoberta do que está escondido.É atingir o inatingível. Para que sossegar com o mínimo, se podemos ter tudo? Mesmo que, no fundo, sabemos que é o tudo que pode acabar com o pouco que temos…

Aos poucos, vamos subindo os degraus. Não sabemos o que nos espera no topo. Sempre desejamos algo bom, afinal, coisas ruins nunca acontecem comigo, não é? Uma pena que a vida e os sentimentos não são assim… tão simples. O que nos aguarda no final da escalada, geralmente, é uma decepção. É o final que nos importa, então? Acredito que não. O que necessitamos é o que fica entre o desconhecimento cego e o conhecimento indesejável. Aquelas mudanças que sofremos e que impomos à vida do outro. Quando dois corpos se unem, duas almas já não são mais as mesmas. Influências e modificações sutis que ocorrem sem que ninguém perceba. Isso nos torna melhores. Isso é o que desejamos.

Depois de mudanças e adaptações, nos conhecemos melhor, conhecemos o outro como a nós mesmos. Assim, o encanto se vai. Aquele brilho no olhar de quando o desconhecido nos interessava se apaga. Aquilo que queríamos tanto, conhecer a pessoa de quem gostamos, é o que estraga tudo. Por isso, nem sempre a melhor escolha é fazer de tudo para conhecer o amor. Uma surpresa pode fazer bem, principalmente quando o final é iminente.

Enfim, o que eu desejo? Que você seja como um labirinto. A cada passo, uma nova descoberta, mas, com um final difícil de atingir. E, se possível, nenhuma saída.

 

Escrito ao som de Iron & Wine, culpa sua. 15/02/2010 23h45min

Você quer que elas morram? (+18)

•24/janeiro/2011 • 2 Comentários

Eu gosto muito das Suicide Girls. Não sou lésbica, nem punheteira (?). Apenas admiro o estilo das meninAminaas e adoro suas fotos. Se possível, gostaria de ser uma delas (quem sabe, um dia?).

Então, dando uma olhada em um blog de download de filmes (muito bom, por sinal), eis que me deparo com Garotas Suicidas Devem Morrer, o filme de “terror” das Suicide Girls. Baixei na hora e assisti no mesmo dia.

A história é basicamente sobre algumas das meninas que vão  para uma casa no meio do nada com o objetivo de fazer fotos para um calendário. Cada uma tem sua câmera para filmar os “bastidores” enquanto outra faz seu set. A casa tem câmeras de segurança em todos os cômodos. Com os celulares confiscados, aos poucos, elas vão desaparecendo. Amina, a fotógrafa, não se importa com os sumiços, quer terminar as fotos a qualquer custo. Joleigh se desespera com a falta de notícias de suas amigas e acaba brigando com Amina, Fractal e Rigel.

Enfim, muita mulher barraqueira junta. Mas, para os marmanjos de plantão, uma boa pedida. Elas são lindas e, sim, aparecem nuas. Porém, não tem (muita) putaria. O filme em si, é fraco. Se o objetivo era assustar, não deu certo. O suspense é pouco e, de sangue, se vê menos ainda. No final, não dá pra saber se as meninas sabiam do roteiro ou se todas caíram de gaiatas.

Pra quem conhece (quem não conhece joga no Google), digo: Prefiro os filmes do Petter Baiestorf.

Mas, destaco uma das meninas que achei a mais fofa e, a partir de agora, é a minha preferida: Bully.

Dead Head

•15/janeiro/2011 • Deixe um comentário

Não sei em que ocasião, provavelmente em algum Natal há pelo menos 4 anos, ganhei de um tio-avô mais uma cópia de um de seus DVD’s. Rock ‘n’ Roll Goldmine tornou-se então uma verdadeira mina de ouro para mim. Conheci (ou parei para prestar mais atenção) coisas que hoje dão sentido à minha vida. Entre elas: Joe Cocker, Kinks e, principalmente, Grateful Dead.

Essa banda, confesso, foi a única entre a seleção de vídeos que nunca tinha ouvido falar, mas me tocou profundamente. A performance ao vivo de Truckin’ é tão legal que fez a música entrar na minha lista de favoritas. E Bob Weir, um dos guitarristas/vocalistas, entrar na lista dos homens mais bonitos na minha opinião.

Passei um bom tempo só conhecendo essa música mesmo. Me fazia dançar feito louca no meio da sala. De bom tamanho pra mim. Um dia, depois de já ter pesquisado bastante sobre a história da banda, resolvi baixar a discografia completa. Me arrependi. Me arrependi de não ter feito isso antes. Grateful Dead é muito mais do que Truckin’. Grateful Dead é rock, é blues, é jazz, é country, é folk, é psicodelia. E é aquilo que me incomoda em outros artistas.

Eu sempre disse, e continuo afirmando, que Janis Joplin e Jimi Hendrix, por exemplo, não me agradam muito pelas suas músicas intermináveis e solos e mais solos de gruitarra. Entretanto, versões ao vivo de músicas do Grateful Dead têm quase 20 minutos. Eu escuto sem reclamar. Nem percebo que se passou tanto tempo, de tão agradáveis que são as jam sessions deles.

É mais uma das bandas que desperta minha vontade de ter vivido nos anos 60/70 e me faz ter certeza de que nasci na época errada. Por causa deles (e de Joe Cocker) queria ter ido a Woodstock. Queria ser uma entre milhares de fãs que os seguiram para shows durante 30 anos, de 1965 a 1995.

A banda foi encerrada depois da morte do guitarrista/vocalista de voz doce e calma, Jerry Garcia. Mesmo assim, para mim, é como se fosse uma banda atual. E, até mesmo os primeiros álbuns, têm uma sonoridade contemporânea. Porém, muito melhor do que aquilo que se vê por aí na mídia hoje.

O fabuloso destino de… Alice

•13/janeiro/2011 • 2 Comentários

Está aí um livro que sempre tive vontade de ler mesmo conhecendo a história e já sabendo que não me decepcionaria.

Alice tornou-se um clássico da Disney que encantou muitas crianças (ou não), inclusive eu. Já Burton fez alguns se apaixonarem mais ainda pela menina loira (que na realidade nunca foi loira) ou ficarem com a sensação de que poderia ter saído algo mais interessante daquela cabeça criativa (pelo menos eu senti isso).

A minha paixão real pela história começou não a partir destas versões em filme, mas sim de outro livro. A obra em questão é Paixões – amores e desamores que mudaram a história, de Rosa Montero. O tipo de livro que, confesso, comprei pela capa (John e Yoko). Mas, já nos primeiros relatos sobre casais (ou não) famosos, me encantou. E a história mais marcante é, de fato, a paixão de Lewis Carroll pela amiga-menina (como trata a autora) Alice Liddell.                                                                                                                                                                                                                             

Carroll já era um homem de seus 20 e poucos, quase 30 anos, amigo da família Liddell. Ele gostava de brincar e contar histórias para Alice e suas duas irmãs. Todas com menos de 10 anos. A preferida entre as três era Alice. Esperta e curiosa. Sempre querendo ouvir uma história nova. Assim, surgiram os contos As aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do espelho e o que Alice encontrou por lá. Escritos como presentes para a menina que Carroll gostava de fotografar semi nua. Apesar disso, Montero afirma que ele morreu virgem e nunca tocou em Alice. Ela guardou os originais e, quando estava passando por dificuldades financeiras, vendeu em leilão.

 Mas, o que interessa aqui são as histórias escritas pelo próprio Carroll. Com o poema de abertura já me emocionei. Pra quem não conhece o envolvimento que eles tiveram e nunca se deu conta de que Alice era uma menina de verdade, talvez pense que não faça muito sentido, mas, pra mim, descreve muito bem o que ele sentia pela sua amiga-menina. Transcrevo a seguir:

JUNTOS NAQUELA TARDE DOURADA

  Deslizávamos em doce vagar,

Pois eram braços pequenos, ineptos,

  Que iam os remos a manobrar,

 Enquanto mãozinhas fingiam apenas                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         O percurso do barco determinar.

Ah, cruéis Três! Naquele preguiçar,

 Sob um tempo ameno, estival,

 

Implorar uma história, e de tão leve alento

  Que sequer uma pluma pudesse soprar!

Mas que pode uma pobre voz

  Contra três línguas a trabalhar?

Imperiosa, Prima estabelece:

  “Começar já”; enquanto Secunda,

Mais brandamente, encarece:

  “Que não tenha pé nem cabeça!”

E Tertia um ror de palpites oferece,

  Mas um a cada minuto.

Depois, por súbito silêncio tomadas,

  Vão em fantasia perseguindo

A criança-sonho em sua jornada

  Por uma terra nova e encantada,

A tagarelar com bichos pela estrada

  -Ouvem crédulas, extasiadas.

E sempre que a história esgotava

  Os poços da fantasia,

E debilmente eu ousava insinuar,

  Na busca de o encanto quebrar:

“O resto, para depois…” “Mas já é depois!”

  Ouvia as três vozes alegres a gritar.

Foi assim que, bem devagar,

  O País das Maravilhas foi urdido,

Um episódio vindo a outro se ligar -

  E agora a história está pronta,

Desvire o barco, comandante! Para casa!

  O sol declina, já vai retirar.

Alice! Recebe este conto de fadas

  E guarda-o, com mão delicada,

Como a um sonho de primavera

  Que à teia da memória se entretece,

Como a guirlanda de flores murchas que

  A cabeça dos peregrinos guarnece.

Assim como esse poema, a primeira história (As aventuras…) é doce. Encantadoramente simples, divertida e inocente. Uma menina criativa e peralta que sonha com um mundo que não existe. Mas que, se existisse, todos seríamos mais felizes. O final previsível e sem graça não tira o brilho do restante. Já a segunda parte (Através do espelho…) não me agradou. Até para os critérios de Alice, é sem pé nem cabeça. Tanto que levei dias pra ler. Nada empolgante, apesar de ser parecida com a primeira.

Do conteúdo em si, não é necessário acrescentar muito. Todos conhecem a Rainha Vermelha (cortem as cabeças!), a Branca que vive às avessas, o Coelho e seu relógio, o Chapeleiro e seu chá, os gêmes Tweedledee e Tweedledum que completam as frases um do outro, o sorriso do Gato de Cheshire, entre outros personagens.

Apesar dos pesares e das diversas interpretações e representações que já surgiram até hoje, este é um livro que todos deveriam ler.

 A verdadeira Alice

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Carroll e sua amiga-menina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 O culpado por me apaixonar pela Alice: Paixões

 

 

 

 

 A edição encantadora de Alice que li (e minha camiseta)

Ventania aos ouvidos

•14/dezembro/2010 • Deixe um comentário

 

“Ora brisa leve, ora furacão”, assim começa a descrição da Vento Motivo no site da banda. Pois eu concordo, e não pude encontrar frase melhor para abrir este texto.

Mais uma vez digo aqui que estava relutante em ouvir; eu e o meu preconceito musical. Mas, recebi um pedido via Twitter. Encarei como elogio e resolvi atender a solicitação. Ouvir com calma e atenção e, talvez, escrever sobre. Bem, como pode ver, decidi escrever. E só o faço porque gostei.

Fazem o tipo de música que me remete a muitas sensações, sentimentos e lembranças. Isso nunca me aconteceu antes: posso perceber referências no som deles. Até aí, normal. Porém, garanto que a maioria das “referências” que noto nunca foram inspiração. Eu simplesmente sinto uma pequena semelhança, ou algum acorde que me faz lembrar de outra música de outro artista. Como acontece no primeiro álbum, Luciana vai pra guerra (2003), com Os ignorantes. Não sei porque, mas me lembra Plebe Rude. Mas não é só de “referências” que um disco é feito. Da música Um quarto cheio de coisas suas eu simplesmente gostei, sem maiores (ventos) motivos.

Já do segundo, Há Há (2006), destaco Os três patetas. Essa eu adorei. Me lembrou meu passado punk rocker, meu bem. Tem um quê de Ramones. Não, não, está mais para Tequila Baby. Não importa, é boa e só. Outra que fez meus olhinhos brilharem foi De certo, só a dúvida, uma baladinha linda. Sem contar que achei o título uma sacada ótima.

Três anjos está no CD lançado neste ano, O bem, o mal e a dúvida (sim, lembrei de The good, the bad and the ugly) e é, talvez, o que mais gostei. Essa música me lembrou Nenhum de Nós, isso me fez bem. A letra fala de “concertar com ‘c’ e consertar com ‘s’”. Eu, maníaca pelo Português correto (pelo menos tento), achei fantástica! Opa, tem música infantil também: De dentro pra fora, de fora pra dentro. Brincadeirinha. Não é, mas parece. Curti.

Certo, aposto que não destaquei aqui os principais hits, mas eu sempre fui assim, gosto do que não é tão popular. Só tentei mostrar o que mais chamou minha atenção e me fez ter vontade de ouvir de novo e de novo e de novo…

É isso, Vento Motivo é rock, é pop, é punk, é romântico. Tem pra todos os gostos. Várias bandas em uma só.

Só mais uma coisa a dizer: Vento Motivo une vários estilos, “mas prefiro rock n’ roll a samba”.

 

(nem tão) Breves percepções sobre Paul McCartney

•17/novembro/2010 • 1 Comentário

Reconheço que tinha abandonado o blog. Os motivos não importam, afinal, isso aqui ainda não tem muita audiência. Mas, o que importa é que coisas mudaram. Agora, defino minha vida em pré-Paul e pós-Paul. Claro, todo fã de rock n’ roll e, principalmente, beatlemaníaco brasileiro vê o mês de novembro de 2010 (7 em PoA; 21 e 22 em SP) como um marco em suas vidas. E eu, logo eu, não poderia deixar de viver isso.

Mas, vamos aos fatos:

Não sei defiinir exatamente quando comecei de gostar de Beatles. De todas as bandas que curto, posso dizer quando foi a primeira vez que ouvi ou o porquê de ter me apaixonado, mas Beatles, ah, Beatles… eles transcendem. Nasci com eles no meu coração. Só que isso é um tanto vago, né?

Então, tenho minhas suposições sobre quando começou meu amor pelo Fab4: Vivendo a vida adoidado. Sim, o filme. Como toda jovem nascida no final dos anos 80, que passou a infância nos 90, cresci assistindo à Sessão da tarde, e este é um dos filmes que mais me marcaram. E a cena do Ferris cantando Twist and Shout é inesquecível:

Ok, já está explicado. Vamos ao show?

Continuar lendo ‘(nem tão) Breves percepções sobre Paul McCartney’

Karina Buhr, meine liebe

•23/abril/2010 • 3 Comentários

Confesso que estava relutante em ouvir o álbum Eu menti pra você de Karina Buhr. Gosto de conhecer coisas novas, mas isso precisa acontecer por acaso. Sou um tanto preconceituosa com música. Já havia baixado o disco há duas semanas, só hoje fui ouvi-lo. Na metade da terceira música tive vontade de trocar para “algo que já sei cantar”, porém, insisti… Bem feito pra mim. Me apaixonei.

Todas as faixas têm uma espécie de aura do folclore regial. É bem perceptível. As músicas são tão coloridas quanto a intérprete. Mas cada uma tem sua unidade. Funcionam bem juntas, funcionam melhor cada uma na sua.

A  primeira faixa, que também dá título ao trabalho, me irritou de início. Sotaque nordestino. Sabe como é… sou do Sul. Por aqui os “erres” são bem maRcados e o leitE é quentE. Mas não dá pra negar que é uma canção doce, encantadora.

Nassira e Najaf é uma linda canção de ninar. Você se arrepia quando percebe a mensagem.

Tive que rir sozinha com Ciranda do incentivo. Praticamente um funk de protesto.

Para quem me conhece, nem preciso dizer que Telekphonen já é minha preferida. Poxa, é em alemão! Me lembra as músicas da minha infância, aquelas que meu avô cantava pra mim. Totalmente nostágica.

Falando em nostalgia, por mais que Karina seja uma fofa, Soldat lembrou-me de minha pré-adolescência punk. Essa aí tem um quê de Bikini Kill.

E tem até uma música que define minha personalidade na maioria dos dias. Plástico bolha diz: “eu quero passar a tarde estourando plástico bolha”. E quem não quer? Além de ser um gostoso reggae com pegada ska.

Tudo isso. Pra mim esse álbum é uma mistura de folclore, funk, punk e reggae com sotaque alemão. Tudo na dose certa. Sem contar que a capa do disco me lembra aqueles quadros dos anos 50 em que as fotos eram pintadas para ficarem coloridas, e quegeralmente tinham a moldura oval. Na minha infância, isso me assustava, hoje, me encanta.

Karina Buhr é que me encantou.

 
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