Dead Head
Não sei em que ocasião, provavelmente em algum Natal há pelo menos 4 anos, ganhei de um tio-avô mais uma cópia de um de seus DVD’s. Rock ‘n’ Roll Goldmine tornou-se então uma verdadeira mina de ouro para mim. Conheci (ou parei para prestar mais atenção) coisas que hoje dão sentido à minha vida. Entre elas: Joe Cocker, Kinks e, principalmente, Grateful Dead.
Essa banda, confesso, foi a única entre a seleção de vídeos que nunca tinha ouvido falar, mas me tocou profundamente. A performance ao vivo de Truckin’ é tão legal que fez a música entrar na minha lista de favoritas. E Bob Weir, um dos guitarristas/vocalistas, entrar na lista dos homens mais bonitos na minha opinião.
Passei um bom tempo só conhecendo essa música mesmo. Me fazia dançar feito louca no meio da sala. De bom tamanho pra mim. Um dia, depois de já ter pesquisado bastante sobre a história da banda, resolvi baixar a discografia completa. Me arrependi. Me arrependi de não ter feito isso antes. Grateful Dead é muito mais do que Truckin’. Grateful Dead é rock, é blues, é jazz, é country, é folk, é psicodelia. E é aquilo que me incomoda em outros artistas.
Eu sempre disse, e continuo afirmando, que Janis Joplin e Jimi Hendrix, por exemplo, não me agradam muito pelas suas músicas intermináveis e solos e mais solos de gruitarra. Entretanto, versões ao vivo de músicas do Grateful Dead têm quase 20 minutos. Eu escuto sem reclamar. Nem percebo que se passou tanto tempo, de tão agradáveis que são as jam sessions deles.
É mais uma das bandas que desperta minha vontade de ter vivido nos anos 60/70 e me faz ter certeza de que nasci na
época errada. Por causa deles (e de Joe Cocker) queria ter ido a Woodstock. Queria ser uma entre milhares de fãs que os seguiram para shows durante 30 anos, de 1965 a 1995.
A banda foi encerrada depois da morte do guitarrista/vocalista de voz doce e calma, Jerry Garcia. Mesmo assim, para mim, é como se fosse uma banda atual. E, até mesmo os primeiros álbuns, têm uma sonoridade contemporânea. Porém, muito melhor do que aquilo que se vê por aí na mídia hoje.




